De entre as milhentas aventuras e peripécias, saliento a marcada veia da Zizi para os desportos aquáticos e radicais…uma loucura! Andar de gaivota? Só com coletes salva-vidas, barco suplente de borracha atrelado, um helicóptero a certificar-se que não nos perderíamos em pleno Mar das Caraíbas e um Titanic cheio de gadgets e insufláveis (não fossem os anteriores meios de salvamento falhar). Mas… essa do “eu não vou” durou exactamente 5 minutos, o tempo de espetá-la dentro da bela gaivota flutuante com o colete vermelho já desgastado pelo sol vestidinho a rigor. 250 Litros de protector, óculos espelhados para o estilo… e lá fomos nós, mar adentro.
Desenganem-se os que pensam que o meu poder persuasivo se ficou por aqui...não senhor! Não posso precisar se no próprio dia ou se no seguinte, mas a pura das verdades é que a estreante Zizi Del Mare (nome atribuído aquando da passagem do nível da água do mar da cintura para cima... e sem bóia nem braçadeiras) foi também navegar comigo numa gerigonça destas .... bravo! (a parte do pânico dela ao ver o meu super mergulho em alto mar não deve ser exposta aqui :-) )
"EI tiempo cae sobre nosotros, pero
mientras hay una meta prometida
no se siente el gotear de su caída
ni consulta relojes el viajero.
Arrobados de sueños y paisaje
creemos infinito nuestro viaje,
pero ¡ay! El viaje es demasiado breve."
Jesus Orta Ruiz, poeta cubano
Ninguém percebe a grandiosidade destas palavras até se cair por obra e(des)graça do destino numa qualquer praia maravilhosa a norte do Cabo Carvoeiro no ano seguinte...sem gaivotas manhosas, sem barquinhos pouco seguros, sem coletes vermelhinhos... sem senhores a trazerem pinacoladas...sem estrangeiros para ensinarmos tudo menos português...A vida ali era muito difícil...
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