quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vida difíííícil....

Um dos destinos mais calientes a juntar à mala de cartão da Lili de Suza foi uma tórrida ida a terras do Sr. Fidel Alejandro: Cuba. Juntei-me à Rinítica Assassina de Melgas, Mosquitos e Outros que Tais (com a tradicional técnica Chinela no Tecto), mais conhecida por Zizi, e lá fomos. Umas carinhas de ovelhitas antes da tosquia na fila do check-in…e pumba: 2 belos e majestosos lugares de primeiríssima classe oferecidos pela supervisora do voo…Lindo!

De entre as milhentas aventuras e peripécias, saliento a marcada veia da Zizi para os desportos aquáticos e radicais…uma loucura! Andar de gaivota? Só com coletes salva-vidas, barco suplente de borracha atrelado, um helicóptero a certificar-se que não nos perderíamos em pleno Mar das Caraíbas e um Titanic cheio de gadgets e insufláveis (não fossem os anteriores meios de salvamento falhar). Mas… essa do “eu não vou” durou exactamente 5 minutos, o tempo de espetá-la dentro da bela gaivota flutuante com o colete vermelho já desgastado pelo sol vestidinho a rigor. 250 Litros de protector, óculos espelhados para o estilo… e lá fomos nós, mar adentro.

Enquanto mirávamos as vistas e eu convencia a minha contra-mestre a fazer a arriscadíssima manobra de largar o comando de tão engenhoso meio de transporte com nome de ave para se esticar comigo lá atrás, surge a verdadeira expressão: Vida difícil! De facto, vida difícil aquela... era muita a agressão visual e psicológica causada pela paisagem e pela temperatura da água. E lá serviu de mote para a segunda premissa: Quero voltar para a ilha! , que nos acompanhou por uns largos meses já em terras lusas.

Desenganem-se os que pensam que o meu poder persuasivo se ficou por aqui...não senhor! Não posso precisar se no próprio dia ou se no seguinte, mas a pura das verdades é que a estreante Zizi Del Mare (nome atribuído aquando da passagem do nível da água do mar da cintura para cima... e sem bóia nem braçadeiras) foi também navegar comigo numa gerigonça destas .... bravo! (a parte do pânico dela ao ver o meu super mergulho em alto mar não deve ser exposta aqui :-) )
"EI tiempo cae sobre nosotros, pero
mientras hay una meta prometida
no se siente el gotear de su caída
ni consulta relojes el viajero.

Arrobados de sueños y paisaje
creemos infinito nuestro viaje,
pero ¡ay! El viaje es demasiado breve."

Jesus Orta Ruiz, poeta cubano


1 comentário:

  1. Ninguém percebe a grandiosidade destas palavras até se cair por obra e(des)graça do destino numa qualquer praia maravilhosa a norte do Cabo Carvoeiro no ano seguinte...sem gaivotas manhosas, sem barquinhos pouco seguros, sem coletes vermelhinhos... sem senhores a trazerem pinacoladas...sem estrangeiros para ensinarmos tudo menos português...A vida ali era muito difícil...

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